Não vem pisar na minha subjetividade
Semana passada não foi fácil. Era para estar cumprindo meu aviso prévio (veja essa newsletter aqui). Bom, né? O pequeno detalhe foi que, uma vez dito: I'm done! Meu corpo literalmente estava.
Os quinze dias seguintes foram um tormento. Todo dia acordando de madrugada com palpitações, totalmente alerta. Lágrimas, tremederas e uma ansiedade galopante.
O caminho para o trabalho? Tortura! "Tenho mesmo que ir para aquele lugar? Quanto ódio, quanto abuso, quanta mágoa. Quanto despautério vou escutar hoje…" aff.
Quarta-feira passada, cheguei no metrô, esse lugar cheio de velocidade e empaquei. Eu não conseguia dar um passo. O coração parecia que ia sair pela boca. Suor. Medo. A diferença é que agora eu sabia exatamente o que estava acontecendo.
Depois de quatro anos eu voltava a ter pânico. A primeira coisa que fiz foi pensar (e isso sempre me ajuda): essa sensação de desespero e achatamento é a apenas a minha percepção. "Olha a senhora com o livro na mão. Ela não acha que o universo está esmagando ninguém". Respira. Respira. Você vai achar uma solução.
Primeiro liguei para o Martin me ajudar a literalmente sair daquele lugar. Depois foi a vez de ligar para a amiga do trabalho e tentar explicar o que estava acontecendo (brigada, Fê!). Daí, foi contactar a minha médica e jogar toalha. Sem condições de cumprir aviso prévio.
Vou dar uma confessada que no momento em que ela disse: "você está tendo a coragem e a maturidade que nem todos estão tendo" desabei - mas com médico pode, certo?
Até aí estamos bem, não?
Infelizmente, não. O foda (pardon my french) foi o dia seguinte. Quando tive a famigerada conversa com meu chefezão…
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